Feed Artigos Comentários

Arquivo de Junho de 2010



Trovas Tuiteiras & Livro Novo (prod.) & Todas as Poesias Marcelo Almeida em 30 Jun 2010

trova tuiteira 070

saudade que dói, incomoda,
me bate, me rói e me chuta.
saudade que hoje tá foda,
saudade que é filha da puta.

Livro Novo (prod.) & Todas as Poesias Marcelo Almeida em 28 Jun 2010

minha alma de presente

queria dar-te um presente
que usasses todo dia.
pensei em jóias,
perfumes,
mas preferi poesia.

leva contigo meus versos
pra qualquer canto do mundo
e abre só se quiseres,
como é comum às mulheres,
degustar um amor profundo.

os versos que vertem vivos
da pena com que escrevo
saberão ser incisivos
ao dizer-te o que não devo:

eu te amo mais que a tudo.
quero ver-te, ter-te. nua.
quero mais: que minha alma
seja pura, seja viva.

seja somente tua.

Trovas Tuiteiras & Livro Novo (prod.) & Todas as Poesias Marcelo Almeida em 25 Jun 2010

trova tuiteira 069 (bonjour II)

Je veux simplement dire bonjour
Et en vous souhaitant un bon voyage,
À où bonheur n’est pas un mirage.
Et dire que vous êtes mon amour.

(alguém pode, por favor, corrigir esse francês?…)

Livro Novo (prod.) & Todas as Poesias Marcelo Almeida em 25 Jun 2010

desire

I love you and I love to say you that
I want you and I want to say you how
I need you and I need you don’t forget
How much I desire to kiss you now.

Livro Novo (prod.) & Todas as Poesias Marcelo Almeida em 25 Jun 2010

três semanas

três semanas de castigo.
muito mais do que mereço
muito mais do que careço
muito mais do que consigo.

três semanas de maldade.
muito mais do que sofridas
muito mais do que indevidas
muito mais do que saudade.

Livro Novo (prod.) & Todas as Poesias Marcelo Almeida em 20 Jun 2010

insônia tripla

de algum canto do mundo. que não sei.
aguardo um sinal de vida. que não vem.
para amansar meu coração. que já dei.
e tentar dormir um pouco. que faz bem.

Livro Novo (prod.) & Todas as Poesias Marcelo Almeida em 16 Jun 2010

daquela mulher

não existe lágrima
não existe lástima
não existe mágoa
ou tristeza
só existe
ode
à beleza

daquela mulher.

não existe angústia
não existe dúvida
não existe pânico
ou trauma
só existe
calma
não existe caos
no universo
só existe paz
em cada verso
de toda poesia
que rima as curvas
e os mistérios

daquela mulher.

não existe sofrimento
não existe pressa.

mas me interessa
bastante
fazer do fim, infinito
fazer do céu, nosso chão.

e num dia de inverno, bonito,
alcançar o coração

daquela mulher.

Livro Novo (prod.) & Todas as Poesias Marcelo Almeida em 16 Jun 2010

talvez eu nem te ame

talvez eu nem te ame.
talvez seja vício.
uma forma infame
de um desperdício

de tempo,
de vida,
de amor.

talvez seja só o início,
o primeiro passo
pro hospício.
ou o último
antes
do precipício.

talvez eu nem te ame.
e toda essa febre que eu sinto,
essa insônia
sem parcimônia
de toda noite,
ou essa adrenalina,
sejam apenas a falta de alguma
vitamina.

deve ser isso.

porque não é possível
que eu consiga sentir
o que eu sinto que sinto.

não deve ser amor.
deve ser a parede espelhada
de um labirinto
que me engana.
que me confunde.

porque por mais que eu me inunde
com o melhor vinho
é em ti que eu penso
quando fico sozinho.

talvez eu nem te ame.

às vezes, acontece…
o querer bem, sem fim,
não é o que parece.

o carinho, o desejo,
e a vontade que não passa
de te ter por perto
é armadilha no meu peito,
que esqueci aberto,
e acabou sendo invadido
por um sentimento
bonito
que eu não conhecia.

talvez eu nem te ame.

e dizer que te amo
seja minha grande inverdade.

e não adianta eu pensar que essa saudade
que transborda, em versos, sem freio
porque é maior que o mundo e que a eternidade
seja algo além de um devaneio.

quase sentir o gosto dos teus lábios
de tanto imaginar os teus beijos,
não quer dizer nada.
é apenas mais um tropeço,
um mal do qual padeço,
da minha alma enganada.

talvez eu nem te ame.

Livro Novo (prod.) & Todas as Poesias Marcelo Almeida em 11 Jun 2010

hoje escutei tua voz

hoje escutei tua voz.
e isso me basta.
é a força imensurável
que me arrasta,
que me empurra
toda vez que você fala,
canta,
ou sussurra.

me faz tão bem
me encanta,
me renova.
e me mantém.

hoje escutei tua voz.
dia de sorte.
perdi meu medo.
encontrei meu norte.
atendi vazio,
desliguei mais forte.

o dia ficou mais bonito.
e tirei da gaveta
com a minha caneta
a perspectiva do infinito.

escrevo, de novo,
versos, estrofes. e trovas.
palavras em forma de provas
de uma liberdade
irrevogável.

mão, que pertenceu à algema
transforma tinta
em poema.
solta.

livre da saudade,
o mais terrível,
o mas temível
algoz.
a vida volta a ser linda.
porque escutei tua voz.

sem projeto de livro & Todas as Poesias Marcelo Almeida em 11 Jun 2010

a folha em branco

a folha de papel,
aguarda, pálida,
o carinho da pena.
que seja verdadeira,
que minta,
mas que encha seus poros
de tinta.
que conte histórias
de heróis,
de vitórias.

ou que entregue segredos.
que a pena, 
firme entre os dedos,
seja indiscreta,
e revele, em versos,
a paixão do poeta.

a folha em branco,
aguarda em paz,
a carta de amor, a fala do ator,
tanto faz.

ela só quer atenção.
e espera calada,
lisa ou pautada,
pela inspiração.

Livro Novo (prod.) & Todas as Poesias Marcelo Almeida em 08 Jun 2010

por favor, sorrias

por favor, sorrias.

porque sempre que isso acontece,
o calor do teu sol me aquece,
e velhos versos guardados,
se abraçam em poemas alados
que partem, ganhando o mundo,
levando o amor mais profundo
que alguém já pode sentir.

por favor, sorrias.

porque toda vez que sorris,
eu escuto a voz que me diz
pra eu falar o que estava engasgado
que, se é correto ou errado,
mais errado é tentar esconder.
só com o tempo é que vamos saber.
vou viver pra depois descobrir.

por favor, sorrias.

porque sempre que te vejo sorrindo,
meu olhar se veste, mais lindo,
iluminado, em paz. e em cores.
meu deserto se enche de flores.
e quando acaba o meu dia,
é tamanha a minha alegria.
e eu também me ponho a sorrir.

por favor, sorrias…

Livro Novo (prod.) & Todas as Poesias Marcelo Almeida em 08 Jun 2010

teu abraço

não há jeito. não há distância.
não há o que se possa fazer
pra obrigar-me a esquecer
a fragrância,
o frescor suave
do teu abraço.

é a chave,
é o laço,
que envolve o presente
(mesmo se estás ausente)
com tantas memórias.

algumas derrotas.
muitas vitórias.

não existe fronteira
que afaste.
não existe besteira
que desgaste
o amor verdadeiro.

é amor genuíno.
no meu peito de homem,
um amor de menino.
suave,
ingênuo.
cristalino.

pra mudar o destino,
não existe receita
nem jogada perfeita.

só existe viver.

só existe sonhar.

e é isso que eu faço,
cada vez que te abraço,
e encurto a distância.

e respiro a fragrância
que alimenta,
que sustenta,
a minha alma.

Trovas Tuiteiras & Livro Novo (prod.) & Todas as Poesias Marcelo Almeida em 08 Jun 2010

trova tuiteira 068 (nocturnes)

bem que eu queria estar aí!
colocar-te um pijama
carregar-te para a cama
ninar-te ao som de debussy.

Trovas Tuiteiras & Livro Novo (prod.) & Todas as Poesias Marcelo Almeida em 08 Jun 2010

trova tuiteira 067 (felicidade)

pra alma, versos do quintana.
pra cabeça, estar odara.
pros olhos, costa amalfitana.
pra boca, beijos da ana clara.

Trovas Tuiteiras & Livro Novo (prod.) & Todas as Poesias Marcelo Almeida em 07 Jun 2010

trova tuiteira 066

Toda noite nos meus sonhos, te vejo.
Dentro dos meus planos, te encaixo.
Há cinco invernos, te desejo.

No fim do arco-íris, te acho.

Trovas Tuiteiras & Livro Novo (prod.) & Todas as Poesias Marcelo Almeida em 07 Jun 2010

trova tuiteira 065

Ontem deu saudade. Mas calei.
Ontem senti raiva. Mas rezei.
Ontem senti medo. Mas lutei.
Hoje é outro dia. Mais não sei.

Livro Novo (prod.) & Todas as Poesias Marcelo Almeida em 07 Jun 2010

Truque

Pois nada eu sei, de ti, nesse momento.
Um não saber que furta a minha calma.
Mas ouso um truque, que é o meu alento:
Se fecho os olhos, eu toco a tua alma.

Livro Novo (prod.) & Todas as Poesias Marcelo Almeida em 05 Jun 2010

nosso

eu te amo
e como, pra ti, eu não minto,
preciso dizer-te, por completo,
o que sinto.
sinto, se te agrido.
eu te quero tanto, tanto…
mais que eu, não há. eu duvido.

amo. amo do jeito que és
e quero estar no teu peito,
no teu tempo e do teu jeito,
como estou aos teus pés.

conheço teu medo.
respeito teu silêncio. teu segredo.
que só é segredo pra mim.
nem sempre o meio justifica o fim.
por isso calo. por isso espero.
mas mesmo de longe, te quero.

e sigo querendo.

por favor, entendas, 
que eu te entendo,
que eu estendo,
a minha mão.
como sempre estendi.
e que não há santo ou demônio,
que me tire daqui.

porque dentro do peito,
o que trago é amor. e certeza.
e não é com luto, ou luta,
mas delicadeza,
que farei meu maior, meu melhor.
farei tudo o que posso,
pra que esse amor que já nasceu
e que hoje é só meu,
um dia,
tomara,
seja nosso.