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Livro Novo (prod.) & Todas as Poesias Marcelo Almeida em 29 Jul 2010

sophia

amo
quando ela me ensina.
seus olhos brilham,
quais de uma menina.
ela discorre com a riqueza de um romance
sobre as mais peculiares
belezas da provence.
sinto o perfume
de cada palavra sua.
e a percebo
distraidamente
nua.
despida, por meros instantes
da armadura, do escudo.
agora, desimportantes.
amo,
quando ela me ensina.
ou quando me conta a sua vida
pregressa
de bailarina.
escuto atento
como sedento,
que precisa beber na sua fonte
de conhecimento.
ela me diz as coisas de
michel foucault
com a mesma intimidade
com que fala do avô.
e como eu amo
escutá-la!
meu peito se enche de força,
quando ela fala.
uvas, vinhos, sabores.
amo
quando ela me ensina.
seus dizeres, meus prazeres.
seu saber,
que ilumina.
quero abraçá-la.
quero beijá-la.
protegê-la.
e quero ser por toda a vida,
o seu melhor amigo.
não sei se ela deixa.
não sei se consigo.

ainda há pontes não construídas.
tomara, se forem um dia,
que liguem as nossas vidas.
em uma só poesia.

Trovas Tuiteiras & Livro Novo (prod.) & Todas as Poesias Marcelo Almeida em 28 Jul 2010

trova tuiteira 075

Nada me vale a cama mais macia
E quiçá tampouco os braços de morpheu.
Meu corpo exausto só descansaria
Se o teu olhar deitasse sobre o meu.

Trovas Tuiteiras & Livro Novo (prod.) & Todas as Poesias Marcelo Almeida em 27 Jul 2010

trova tuiteira 050 (bonjour I)

Je tiene à dire bonjour
Et envoyer vous des belles roses
Parce que tu es mon amour
Et je vous souhaite de bonnes choses.

Trovas Tuiteiras & Livro Novo (prod.) & Todas as Poesias Marcelo Almeida em 17 Jul 2010

trova tuiteira 074 (quando ela vem)

no lugar da saudade, sorriso.
no lugar do medo, alegria.
no lugar do limbo, paraíso.
no lugar do nada, poesia.

Trovas Tuiteiras & Livro Novo (prod.) & Todas as Poesias Marcelo Almeida em 13 Jul 2010

trova tuiteira 073

às vezes me pergunto se é amor
e fico indeciso na resposta.
às vezes me pergunto se essa dor
é flor que dá no peito de quem gosta.

Livro Novo (prod.) & Todas as Poesias Marcelo Almeida em 05 Jul 2010

bom dia

bom dia!
não me resta muita coisa
além da poesia.
que sequer é boa.
não tenho as palavras
do Pessoa.
mas se me falta - e como falta -
habilidade
sobra no meu peito
uma vontade
de pedir,
de implorar
- por piedade -
que te cuides.

talvez, não te percebas
importante.
mas não deixas de ser
um só instante.

peço todo dia
pros meus santos
(confesso que nem sei a quantos)
que virem alegrias
os teus prantos.

olhos como os teus,
desenhados à mão,
por Deus,
não são próprios pro choro.
tua boca,
de traços tão precisos,
é abrigo precioso.
pra sorrisos.

às vezes o caminho fica mais difícil.
às vezes só enxergamos
o precipício.
mas é nessa hora,
em que mal nos levantamos
do tropeço,
que o Grande Cara
nos permite um recomeço.

então, respira!

e tira essa angústia do teu peito!
as imperfeições do mundo,
que fazem ele perfeito…

lembra quanto és querida.
dá o primeiro passo,
toma o teu novo espaço.
vive tua nova vida!

Trovas Tuiteiras & Livro Novo (prod.) & Todas as Poesias Marcelo Almeida em 05 Jul 2010

trova tuiteira 072

o que falta pro mundo ser perfeito
é, à noite, você na minha cama,
dormindo encostada no meu peito,
sonhando os sonhos lindos de quem ama.

Trovas Tuiteiras & Livro Novo (prod.) & Todas as Poesias Marcelo Almeida em 01 Jul 2010

trova tuiteira 071

se eu pudesse eternizar
tua força e teu brilho,
seria com o teu olhar
nos olhos do nosso filho.

Trovas Tuiteiras & Livro Novo (prod.) & Todas as Poesias Marcelo Almeida em 30 Jun 2010

trova tuiteira 070

saudade que dói, incomoda,
me bate, me rói e me chuta.
saudade que hoje tá foda,
saudade que é filha da puta.

Livro Novo (prod.) & Todas as Poesias Marcelo Almeida em 28 Jun 2010

minha alma de presente

queria dar-te um presente
que usasses todo dia.
pensei em jóias,
perfumes,
mas preferi poesia.

leva contigo meus versos
pra qualquer canto do mundo
e abre só se quiseres,
como é comum às mulheres,
degustar um amor profundo.

os versos que vertem vivos
da pena com que escrevo
saberão ser incisivos
ao dizer-te o que não devo:

eu te amo mais que a tudo.
quero ver-te, ter-te. nua.
quero mais: que minha alma
seja pura, seja viva.

seja somente tua.

Trovas Tuiteiras & Livro Novo (prod.) & Todas as Poesias Marcelo Almeida em 25 Jun 2010

trova tuiteira 069 (bonjour II)

Je veux simplement dire bonjour
Et en vous souhaitant un bon voyage,
À où bonheur n’est pas un mirage.
Et dire que vous êtes mon amour.

(alguém pode, por favor, corrigir esse francês?…)

Livro Novo (prod.) & Todas as Poesias Marcelo Almeida em 25 Jun 2010

desire

I love you and I love to say you that
I want you and I want to say you how
I need you and I need you don’t forget
How much I desire to kiss you now.

Livro Novo (prod.) & Todas as Poesias Marcelo Almeida em 25 Jun 2010

três semanas

três semanas de castigo.
muito mais do que mereço
muito mais do que careço
muito mais do que consigo.

três semanas de maldade.
muito mais do que sofridas
muito mais do que indevidas
muito mais do que saudade.

Livro Novo (prod.) & Todas as Poesias Marcelo Almeida em 20 Jun 2010

insônia tripla

de algum canto do mundo. que não sei.
aguardo um sinal de vida. que não vem.
para amansar meu coração. que já dei.
e tentar dormir um pouco. que faz bem.

Livro Novo (prod.) & Todas as Poesias Marcelo Almeida em 16 Jun 2010

daquela mulher

não existe lágrima
não existe lástima
não existe mágoa
ou tristeza
só existe
ode
à beleza

daquela mulher.

não existe angústia
não existe dúvida
não existe pânico
ou trauma
só existe
calma
não existe caos
no universo
só existe paz
em cada verso
de toda poesia
que rima as curvas
e os mistérios

daquela mulher.

não existe sofrimento
não existe pressa.

mas me interessa
bastante
fazer do fim, infinito
fazer do céu, nosso chão.

e num dia de inverno, bonito,
alcançar o coração

daquela mulher.

Livro Novo (prod.) & Todas as Poesias Marcelo Almeida em 16 Jun 2010

talvez eu nem te ame

talvez eu nem te ame.
talvez seja vício.
uma forma infame
de um desperdício

de tempo,
de vida,
de amor.

talvez seja só o início,
o primeiro passo
pro hospício.
ou o último
antes
do precipcio.

talvez eu nem te ame.
e toda essa febre que eu sinto,
essa insônia
sem parcimônia
de toda noite,
ou essa adrenalina,
sejam apenas a falta de alguma
vitamina.

deve ser isso.

porque não é possível
que eu consiga sentir
o que eu sinto que sinto.

não deve ser amor.
deve ser a parede espelhada
de um labirinto
que me engana.
que me confunde.

porque por mais que eu me inunde
com o melhor vinho
é em ti que eu penso
quando fico sozinho.

talvez eu nem te ame.

às vezes, acontece…
o querer bem, sem fim,
não é o que parece.

o carinho, o desejo,
e a vontade que não passa
de te ter por perto
é armadilha no meu peito,
que esqueci aberto,
e acabou sendo invadido
por um sentimento
bonito
que eu não conhecia.

talvez eu nem te ame.

e dizer que te amo
seja minha grande inverdade.

e não adianta eu pensar que essa saudade
que transborda, em versos, sem freio
porque é maior que o mundo e que a eternidade
seja algo além de um devaneio.

quase sentir o gosto dos teus lábios
de tanto imaginar os teus beijos,
não quer dizer nada.
é apenas mais um tropeço,
um mal do qual padeço,
da minha alma enganada.

talvez eu nem te ame.

Livro Novo (prod.) & Todas as Poesias Marcelo Almeida em 11 Jun 2010

hoje escutei tua voz

hoje escutei tua voz.
e isso me basta.
é a força imensurável
que me arrasta,
que me empurra
toda vez que você fala,
canta,
ou sussurra.

me faz tão bem
me encanta,
me renova.
e me mantém.

hoje escutei tua voz.
dia de sorte.
perdi meu medo.
encontrei meu norte.
atendi vazio,
desliguei mais forte.

o dia ficou mais bonito.
e tirei da gaveta
com a minha caneta
a perspectiva do infinito.

escrevo, de novo,
versos, estrofes. e trovas.
palavras em forma de provas
de uma liberdade
irrevogável.

mão, que pertenceu à algema
transforma tinta
em poema.
solta.

livre da saudade,
o mais terrível,
o mas temível
algoz.
a vida volta a ser linda.
porque escutei tua voz.

sem projeto de livro & Todas as Poesias Marcelo Almeida em 11 Jun 2010

a folha em branco

a folha de papel,
aguarda, pálida,
o carinho da pena.
que seja verdadeira,
que minta,
mas que encha seus poros
de tinta.
que conte histórias
de heróis,
de vitórias.

ou que entregue segredos.
que a pena, 
firme entre os dedos,
seja indiscreta,
e revele, em versos,
a paixão do poeta.

a folha em branco,
aguarda em paz,
a carta de amor, a fala do ator,
tanto faz.

ela só quer atenção.
e espera calada,
lisa ou pautada,
pela inspiração.

Livro Novo (prod.) & Todas as Poesias Marcelo Almeida em 08 Jun 2010

por favor, sorrias

por favor, sorrias.

porque sempre que isso acontece,
o calor do teu sol me aquece,
e velhos versos guardados,
se abraçam em poemas alados
que partem, ganhando o mundo,
levando o amor mais profundo
que alguém já pode sentir.

por favor, sorrias.

porque toda vez que sorris,
eu escuto a voz que me diz
pra eu falar o que estava engasgado
que, se é correto ou errado,
mais errado é tentar esconder.
só com o tempo é que vamos saber.
vou viver pra depois descobrir.

por favor, sorrias.

porque sempre que te vejo sorrindo,
meu olhar se veste, mais lindo,
iluminado, em paz. e em cores.
meu deserto se enche de flores.
e quando acaba o meu dia,
é tamanha a minha alegria.
e eu também me ponho a sorrir.

por favor, sorrias…

Livro Novo (prod.) & Todas as Poesias Marcelo Almeida em 08 Jun 2010

teu abraço

não há jeito. não há distância.
não há o que se possa fazer
pra obrigar-me a esquecer
a fragrância,
o frescor suave
do teu abraço.

é a chave,
é o laço,
que envolve o presente
(mesmo se estás ausente)
com tantas memórias.

algumas derrotas.
muitas vitórias.

não existe fronteira
que afaste.
não existe besteira
que desgaste
o amor verdadeiro.

é amor genuíno.
no meu peito de homem,
um amor de menino.
suave,
ingênuo.
cristalino.

pra mudar o destino,
não existe receita
nem jogada perfeita.

só existe viver.

só existe sonhar.

e é isso que eu faço,
cada vez que te abraço,
e encurto a distância.

e respiro a fragrância
que alimenta,
que sustenta,
a minha alma.

Trovas Tuiteiras & Livro Novo (prod.) & Todas as Poesias Marcelo Almeida em 08 Jun 2010

trova tuiteira 068 (nocturnes)

bem que eu queria estar aí!
colocar-te um pijama
carregar-te para a cama
ninar-te ao som de debussy.

Trovas Tuiteiras & Livro Novo (prod.) & Todas as Poesias Marcelo Almeida em 08 Jun 2010

trova tuiteira 067 (felicidade)

pra alma, versos do quintana.
pra cabeça, estar odara.
pros olhos, costa amalfitana.
pra boca, beijos da ana clara.

Trovas Tuiteiras & Livro Novo (prod.) & Todas as Poesias Marcelo Almeida em 07 Jun 2010

trova tuiteira 066

Toda noite nos meus sonhos, te vejo.
Dentro dos meus planos, te encaixo.
Há cinco invernos, te desejo.

No fim do arco-íris, te acho.

Trovas Tuiteiras & Livro Novo (prod.) & Todas as Poesias Marcelo Almeida em 07 Jun 2010

trova tuiteira 065

Ontem deu saudade. Mas calei.
Ontem senti raiva. Mas rezei.
Ontem senti medo. Mas lutei.
Hoje é outro dia. Mais não sei.

Livro Novo (prod.) & Todas as Poesias Marcelo Almeida em 07 Jun 2010

Truque

Pois nada eu sei, de ti, nesse momento.
Um não saber que furta a minha calma.
Mas ouso um truque, que é o meu alento:
Se fecho os olhos, eu toco a tua alma.

Livro Novo (prod.) & Todas as Poesias Marcelo Almeida em 05 Jun 2010

nosso

eu te amo
e como, pra ti, eu não minto,
preciso dizer-te, por completo,
o que sinto.
sinto, se te agrido.
eu te quero tanto, tanto…
mais que eu, não há. eu duvido.

amo. amo do jeito que és
e quero estar no teu peito,
no teu tempo e do teu jeito,
como estou aos teus pés.

conheço teu medo.
respeito teu silêncio. teu segredo.
que só é segredo pra mim.
nem sempre o meio justifica o fim.
por isso calo. por isso espero.
mas mesmo de longe, te quero.

e sigo querendo.

por favor, entendas, 
que eu te entendo,
que eu estendo,
a minha mão.
como sempre estendi.
e que não há santo ou demônio,
que me tire daqui.

porque dentro do peito,
o que trago é amor. e certeza.
e não é com luto, ou luta,
mas delicadeza,
que farei meu maior, meu melhor.
farei tudo o que posso,
pra que esse amor que já nasceu
e que hoje é só meu,
um dia,
tomara,
seja nosso.

Trovas Tuiteiras & Livro Novo (prod.) & Todas as Poesias Marcelo Almeida em 02 Mai 2010

trova tuiteira 064

teu corpo lindo sob esse vestido,
ombros de fora ao sol de ipanema…
doce alimento para a libido.
me deu motivo para um poema. 

Livro Novo (prod.) & Todas as Poesias Marcelo Almeida em 29 Abr 2010

she used to say

she used to say beautiful things
that could comfort my soul and my mind.
her eyes are the messengers that only brings
the most special treasures a man can find. 

Trovas Tuiteiras & Livro Novo (prod.) & Todas as Poesias Marcelo Almeida em 26 Abr 2010

trova tuiteira 063

Bom dia amor da minha vida!
Pra Deus, hoje, eu só peço
Que a estrada seja colorida
E que em tudo tenhas sucesso!

Livro Novo (prod.) & Todas as Poesias Marcelo Almeida em 20 Abr 2010

TO DOs

Terça-feira.
E a única coisa que eu tenho a fazer,
A única que interessa
E que me faz ter pressa,
É te beijar.
Já adiamos esse beijo
Tantas vezes.
Dias, meses.
Talvez anos.
Sempre enganos.
Porque o tempo passa,
Mas a vontade não.

Vejas que situação,
Hoje é terça
E por mais que uma ou outra não entenda,
Só trago teu nome
No peito.
E na agenda.

Se esses versos, de alguma forma,
Chegarem a ti,
Lembras de um homem que chora,
Mesmo quando sorri.
Porque te ama
E não te tem.
Mesmo nesse intenso
Vai-e-vem,
Ele não te esquece.
E toda manhã, quando fala com Deus,
Agradece.
Pelo teu sorriso.

Pode ser que um dia, ninguém sabe,
Ele se arrependa.
Mas hoje é terça-feira
E ele te traz na mente.
E na agenda.

Livro Novo (prod.) & Todas as Poesias Marcelo Almeida em 13 Abr 2010

freios

já não disfarço mais o meu desejo.
meus olhos não desviam dos teus seios.
minha boca, se berra por teu beijo,
implora que esqueças dos teus freios.

Livro Novo (prod.) & Todas as Poesias Marcelo Almeida em 13 Abr 2010

muito. pouco.

tanto tempo. tanta mágoa. tanta dor.
tanta falta. tanto medo. tanto fel.
pouco riso. pouco gozo. pouco amor.
pouco beijo. pouco abraço. pouco céu.

Mas Larga Essa Mala no Chão! & Todas as Poesias Marcelo Almeida em 04 Abr 2010

Ainda

Não consegui te esquecer,
Nem mesmo sei se tentei,
Por tanto tempo chorei…
Quem sabe, quero sofrer?
Talvez, amanhã, eu te esqueça
Mas hoje, no pensamento,
Vou viver cada momento
Por mais duro que pareça.
Cada beijo, cada olhar,
Cada instante bonito
Que parecia infinito
Mas que solveu-se no ar

Lembro, claro, do teu rosto,
Da tua pele, teu riso,
Do teu querer indeciso.
Sinto, de novo, teu gosto,
Teu cheiro.
Tua boca na minha,
Minha mão sobre a tua
E quando te deixei nua?
Aquele frio na espinha…
O teu jeito charmoso
De querer mais carinho
E o suspiro baixinho
Ritmando teu gozo,
Esquecer?
Sei, é possível…
Mas desistir de tentar
Pra sempre te conquistar,
É inadmissível!

Mas Larga Essa Mala no Chão! & Todas as Poesias Marcelo Almeida em 04 Abr 2010

Moça na Foto

Eu me perdi nesse teu olhar
Doce e sereno.
Sinto-me tolo, frágil e
Tão pequeno,
Um menino,
Entregue à vontade soberana
Do destino.
Eu sei…
É só um retrato…
Mas o que sinto é mais
Que poesia,
Fantasia,
É fato.
É mais que alegria,
Euforia,
É raro.
É tão bonito,
Que o que eu penso em dizer-te
Deve ser dito:
Eu te amo!
Mesmo tão distante,
Já neste instante,
Eu amo.
Pensam que mal te conheço,
Mas já absorvi-te
Até o avesso…
E pago o alto preço
De dizer-te que te amo
Mesmo antes
De tocar teu rosto,
Sentir, nos teus lábios,
O teu gosto
E abandonar de vez o meu juízo
Pela conquista da jóia mais rara, preciosa…
O teu sorriso.

Mas Larga Essa Mala no Chão! & Todas as Poesias Marcelo Almeida em 04 Abr 2010

Palavra

Me dá tua palavra
Qualquer palavra
Eu quero o som
Sussurro ou grito
Que algo seja dito
Pela boca
Amada
Beijada
Hoje calada
Qualquer palavra

Eu quero aproximação
Eu quero a próxima ação
(Que não seja o fim!)
Que seja o sim
Que seja o som
Das palavras

Parece absurdo
Mas estou ficando surdo
De tanto que não escuto
A tua voz
Tuas palavras
Eu quero o som

Que tudo fique claro
Quando você disser
Que tudo fique, claro,
Como Deus quiser.

Mas Larga Essa Mala no Chão! & Todas as Poesias Marcelo Almeida em 04 Abr 2010

Quero Tanto

Quero viver todo dia do teu lado
Muito feliz porque sou teu namorado
Quero passar o sábado no edredom
Te ouvindo ler os versos do Drummond
Quero acabar meu sorvete de casquinha
Sem você nem ter saído da provinha
Quero andar de mãos dadas, distraído
(E ser saudado pelo desconhecido)
Quero te ver pedindo saladinhas
Só pra depois engordar com lajotinhas
(E passar a semana reclamando
Mas gastar as calorias me amando)
Quero bater papo sobre o U2
E, pra implicar, comparar com o Pato Fu
Quero ficar calado dias inteiros
Pra não te atrapalhar em teus roteiros
Quero fazer um risotto diferente
E servir num jantar chique, só pra gente
Quero dar a volta ao mundo contigo
E ser pra sempre o seu melhor amigo
Quero guardar rolhas, fósforos, momentos
Quero aplaudir de pé os teus talentos
Quero entregar meu sono nos teus braços
E ilustrar meus sonhos com os teus traços
Quero você em paz comigo. Mais nada.
Quero você pra minha namorada.

Mas Larga Essa Mala no Chão! & Todas as Poesias Marcelo Almeida em 03 Abr 2010

no teu tempo

Te amo incondicionalmente
Mas tenho medo de que isso te agrida
E te imploro desesperadamente:
Nunca te sintas presa à minha vida.

Tu és livre e é livre que te amo.
Presa és triste… o mundo tão medonho.
Sorri sempre! Atenta ao que clamo:
Não tenhas pesadelo com meu sonho.

O amor é lindo, eterno, cristalino
Quando respeita os dois (e cada um).
Para entender o amor genuíno:
Se não é bom pra ambos, não é pra nenhum!

Por isso, muito além do sentimento
Olho para o tempo o tempo inteiro
E respeito muito, linda, teu momento.
Antes de amante, sou teu companheiro.

Não vamos mais viver tantos tormentos
Sei que o que sinto não é passageiro…
Mas só matando as dores, os sofrimentos,
Para o amor não ser mais prisioneiro.

Mas Larga Essa Mala no Chão! & Todas as Poesias Marcelo Almeida em 02 Abr 2010

Onipresença

Mesmo tão distante,
Tão presente…
Se me distraio um instante
Não mais que de repente
Você aparece
E, sempre que acontece,
Tudo se renova,
Tudo põe à prova
O que quero crer.
Há sempre alguém
Para falar seu nome,
Para lembrar seu jeito,
Citar suas palavras.
Há sempre uma pergunta,
Sempre alguém que junta,
Tantos retalhos.
Muitos atalhos
Até você.
E tudo gira em torno -
Em belo contorno -
Da sua silhueta
Projetada na parede,
Saciando a sede
Que a saudade causa.
Uma breve pausa
No distanciamento,
No meu sofrimento.
Um raro momento,
Para sorrir.
Frágil miragem!
Rápida viagem
Ao passado.
(O que eu fiz de errado?)
Mas há algo de bem triste
Nisto que insiste
Em me possuir.
Quando volto a mim,
Eu só vejo o fim.
Eu só sinto a dor.

Mas Larga Essa Mala no Chão! & Todas as Poesias Marcelo Almeida em 02 Abr 2010

Machuca

O que mais machuca
Não é a distância,
A ignorância
Sobre a tua vida.
Não são os golpes precisos
Das más lembranças.
Nem das boas.
Não é pisar nos cacos
De cada sonho
Destruído.
Não é ser estrangulado,
Sufocado
Pelas mãos frias, firmes,
Implacáveis
Do fracasso.
Não é ser pisoteado por um
Exército impiedoso de
Dúvidas.
Não é ser queimado vivo
Pela inquisidora paixão
Que ainda sinto.
Não é ser lentamente torturado
Pelo meu amor próprio e
Pelo meu próprio amor
Que um dia vi nascer, pequeno e indefeso,
E criei.
Não é ter que engolir a seco
Todas as pedras que eu mesmo atirei.
Não é ter meu ego extirpado.
Nem é ver minha alma
Violentada no cárcere.
O que mais machuca, meu amor,
São os profundos lanhos
Dessa navalha afiada
Do teu silêncio.

Mas Larga Essa Mala no Chão! & Todas as Poesias Marcelo Almeida em 02 Abr 2010

Te Amo

Um milhão de vezes,
Te amo.
Me humilhando às vezes,
Te amo.
Em toda circunstância,
Te amo.
E a qualquer distância,
Te amo.

Te amo porque amo amar-te.
Te amo e desejo desejar-te.
Te amo por inteiro. Cada parte.
Te amo. Insaciável em saciar-te.

Te amo com amor puro. Inocente.
Te amo com amor puto. Indecente.

Te amo. E para sempre te amarei.
Mas nunca me perguntes como sei,
Porque não sei. Eu só sonhei
Te amar para sempre. Como sempre amei.

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